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Grupo A: Editora Ganha Reposicionamento Alinhado à sua Expansão

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14.07.2010 por Notícias

O número 1 da Grupo A em Revista, a nova marca corporativa da Artmed Editora,  que está em circulação, traz  um artigo do diretor presidente da Competence, João Satt Filho. Ele aborda a capacidade das marcas atenderem aos desejos e necessidades do consumidor, com foco na estratégia utilizada pela agência para reposicionar a Artmed Editora em função de seu crescimento nos últimos anos.  Aqui, o artigo reproduzido na íntegra.
Transformar é Renascer
Marcas apaixonantes são aquelas que pela capacidade de ir além do atendimento dos desejos e necessidades das pessoas, produzem profundos e marcantes sentimentos de segurança nas pessoas. O que nos move é a esperança, ou seja, desejamos em síntese, um futuro igual ou melhor do que o nosso presente. Existem vários caminhos para construir um futuro melhor, sem duvida, a busca do conhecimento é um dos mais promissores. A Artmed cresceu e vai crescer muito mais, porque sua missão vai muito além de simplesmente disponibilizar conhecimento. A missão da Artmed é ser uma agente de transformação na vida das  pessoas, através do conhecimento. A Artmed está maior do que ontem, e será amanhã, maior do que hoje, porque assim como suas múltiplas plataformas de conteúdo transformam as pessoas, a empresa vem se transformando a cada nova etapa da sua trajetória. O motivo pelo qual a Artmed é forte, está diretamente relacionado à sua capacidade de identificar, selecionar e produzir conteúdos que fazem a  diferença entre o presente e o futuro das pessoas. Ser luz, e não simplesmente iluminar. Esta foi a principal decisão estratégica da diretoria da Artmed ao redefinir sua nova missão empresarial, a qual por sua vez representou a base para a definição do reposicionamento e projeto da  marca corporativa.                          
A Competence mergulhou fundo, pesquisando os diferentes públicos-alvo, de formas a compreender quais os espaços e oportunidades para a Artmed fazer um relevante esforço de marketing focado na criação de mercado, e não simplesmente em participar do mercado que já existe. Nosso desafio foi desenhar uma estratégia de comunicação e ativação da marca corporativa Artmed, assim como de posicionamento, penetração e ocupação das marcas das suas editoras, visando traduzir aos diferentes públicos de interesse da empresa – citar os stakeholdres, o compromisso da Artmed e suas editoras estarem permanentemente em transformação, de formas a poder atuar enquanto agentes de transformação da vida dos seus leitores, clientes e parceiros.    
Transformar é renascer, e renascer é começar de novo.     Por isto a letra A, batiza o nome do novo conglomerado empresarial,inicio do alfabeto a letra A traz a força do começo e ao mesmo tempo de  ser a mais universal das letras. Grupo A é o resultado da transformação de uma editora (Artmed) num dos mais importantes grupos editoriais da América Latina:
Grupo A, Conhecimento que faz a diferença.
João Satt Filho, diretor presidente do Grupo Competence

Cannes 2010 por Tiago Ferrari, Redator, Eleito o Criativo do Ano da Competence

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8.07.2010 por Notícias

                

TIAGO FERRARI, redator da COMPETENCE e eleito o Criativo do Ano pela equipe da agência, marcou presença neste  CANNES/2010. Com  EXCLUSIVIDADE para o Portal Making Of, detalhou o que viu por lá, apontando tendências e o que  o mundo globalizado  desenha para o futuro do setor.

Gente, cheguei de noite aqui , na terça-feira .E na quarta o dia valeu.

Primeiro Dia
Fui a duas palestras e um workshop.
A primeira palestra foi da go viral , uma beleza, falando de vídeo no youtube.
O que se falou foi da evolução dos vídeos publicitários e como agora o cliche do viral é antigo.
O que está acontecendo é a união de conteúdo com entretenimento para a construção da marca.
O case do google speed test. - vejam, please - é um grande exemplo. E vale dizer: alguns vídeos tem cerca de 15 min são documentários, curtas, etc… comparem com tv…..

A segunda palestra foi fraca - sobre inspiração. Esperava mais, foi um feijão com arroz.
O workshop sobre criação em rádio foi demais. Inteligente, construtivo. E ainda anteciparam tendências como o som em 3d (informação quente).
Fora isso tudo, tem o papo das categorias como promo - direct - e media que estão dando um showzaço. O papo aqui é conteúdo - só se fala disso - a publicidade que andava meio perdida, começa a ter um papel social notável.
Segundo Dia
Tem muita coisa, mas vou tentar ser breve.

Peguei três palestras.
A primeira, networkone foi maravilhosa.
Falaram sobre como as agências emergentes estão se posicionando.
Uma verdadeira aula:
Uma das agências tem na equipe um arquiteto e um designer industrial.
Eles oferecem muito mais que propaganda convencional para o cliente:
Criam produtos, alteram a decoração das lojas. Ou seja, a propaganda assumindo outras áreas para sobreviver/crescer.
Aliás, quero falar sobre isso:
Há alguns anos, a propaganda se via pequena diante de novas ferramentas, principalmente redes sociais na net. É incrível sentir como esse problema foi driblado. A propaganda está pavorosamente poderosa. É sério.
Através de boas idéias,está interferindo socialmente e todo mundo está ganhando com isso.
Para dar um exemplo: através de uma campanha publicitária, o Paquistão e a Índia fizeram as pazes. Olhando esse case eu quase chorei pela primeira vez no dia.
A segunda vez foi na palestra publicis and contagius.
o case “replay” , que fala sobre fazer novamente a final
do campeonato de futebol americano de 93, é lindo.
Os cases todos eram lindos.
Eles falaram sobre a importância de, neste momento, colorir o conceito da marca.
Isso, colorir o conceito da marca foi a expressão usada.
Um dos conselhos dados por eles foi:
Seja bom. Bom, no sentido de bondoso. Pensar como a marca pode ser boa para o consumidor. Como pode fazer as pessoas felizes. Gostei muito disso.
A terceira palestra foi uma piada: yahoo com ben stiller. Muitas gargalhadas.
No fim do dia, olhei todo o shortlist de direct, promo e activate. Essas categorías estão tomando conta do festival.
Para pensar
Em TODAS as palestras não houve sequer um exemplo de filme, anúncio ou cartaz.
As big idéias estão em outros lugares. Estão, basicamente, naquilo em que o público, de alguma forma, pode participar .
Falar sobre o futuro da propaganda, além de soar como clichê, é pura achometria.Mas se tratando de google, ok. Eeles fizeram boas previsões, tipo:
As plataformas vão convergir. Sabem o papo de off line e on line?

Esqueçam.
Tudo vai ser on line. A televisão e o twitter, por exemplo, vão estar na mesma plataforma.
Enquanto você assiste um jogo de futebol, pode ir comentando com outras pessoas.

Outra coisa: rádios tv aberta.
A programação será personalizada, ou para redes sociais específicas. Isso quer dizer que a propaganda também falará diretamente com seu público. Uma propaganda que será mutável.

Por exemplo:
Se esfriar, o sujeito recebe ofertas de casacos. Se esquentar, recebe ofertas de camisetas. São propagandas diferentes de uma mesma loja. Acho, realmente, que tudo isso vai acontecer. E naturalmente.
A segunda palestra, R/GA - reimagine, redesign, rearchitect - foi show.
Eles falaram sobre contextos. O que a marca oferece, além do produto. Mais uma vez, o papo é efetivamente ajudar o consumidor, no dia a dia. A Nike, por exemplo, não oferece apenas um tênis. Oferece, de graça, um programa para a pessoa acompanhar a evolução do treino de corrida.
já a Motorola instalou painéis interativos de localização em diversas cidades.

A terceira palestra, Leo Burnett, foi a melhor. Falaram sobre transformar conceitos em ações. O case da Fiat mostra isso. O povo não quer bla bla bla, quer sentir, participar e, claro, ser mimado.

  

Overdose de Comunicação
Participei de cinco seminários e vi o o shortlist de Press, Design e PR.
Design está ok, PR está ok, Press não está ok.
Quantidade absurda de fantasmas, Fantasmas nem sempre bons. A categoria parece meio perdida.
Chamou mais a atenção pelos barracos internos. O que não aconteceu em outdoor, por exemplo.
A categoria mandou muito bem. Idéias boas e, principalmente, idéias reais:
dois bons exemplos já viraram clássicos - o football match x classical concert da Heineken
e a ação com 13000 pessoas cantando juntas no karaoke da t mobile.

Vou ser breve sobre as palestras:
A da Adobe foi previsível. O que mais chamou a atenção é a forma como está rolando o retargeting.
O cruzamento de dados é tão incrível que, ao entrar num site pra comprar um relógio a programação consegue definir, através de dados, se é pro sujeito mesmo ou pra presentear sua adorável esposa.
Parece papo, mas é real.

Palestra 2
Pricewaterhousecoopers. Nome grande, palestra pequena. Mas um dado chamou a atenção:
A mídia tv, até 2014, vai crescer. Um pouquinho, mas vai. Faz sentido. O que está acabando é a plataforma, o televisor.
Vejam: muita gente assiste a copa do mundo no seu computador. Mas continua sendo a globo ali transmitindo as imagens.

A palestra sobre música foi fraca. Só um bate papo entre especialistas. Já as duas últimas, bem,
foram sensacionais. Impressionou a todos. Dentsu, falando sobre a comunicação em Tóquio.
depois, Uniqlo. Os japas tão mandando muito, muito bem. Eles estão fazendo o que, agora, o mundo está descobrindo que vale a pena. É a união da tecnologia e do analógico. Do globalizado e do personalizado.

Vejam esses exemplos:
O case Ibuterfly. O case da cantora virtual Miku,O case do Crimsonfox. E o case da Uniqlo, que todo mundo está comentando. Esses cases são síntese de tudo o que tem se falado aqui. Principalmente porque, ufa, a comunicação está tratando as pessoas como pessoas.

 

É Hora de Deixar Todo Mundo Feliz

O dia mais aguardado de Cannes. Além de ótimos seminários, passou todo o short list de film, film craft, titanium e integratet. Optei pela segunda opção. Fiquei horas sentado numa cadeira. Gostei. Melhor do que no ano passado. Parece que a retomada na economia mundial influenciou.

Mas vamos falar de propaganda:
Na categoria film o que reinou foi o humor. Humor nonsense, humor bom, humor ruim e humor sutil.
Uma proporção absurdamente relevante: cerca de 90% parece que a idéia é transformar os intervalos de TV em puro entretenimento. Afinal, todo mundo gosta de rir. Um exemplo: Heineken.

A emoção ficou por conta da nova categoria: film craft.
Uma categoria que premiou as produções com um olhar crítico na produção.
O curta da Absolut, I am here - www.imheremovie.com - com direção de Spike Jonze, é lindo. Propaganda inteligente. Vejam como o papo de álcool aparece sutilmente nas cenas, em festas, encontro de amigos, etc… mas, importante:
Grandes idéias não precisam ser revolucionárias, nem datadas. Esse filme da Axe: seria bom há 30 anos, como será nos próximos 100.
O novo não sobrepõe o bom.

Sobre produção:
A direção de arte e a direção de cine não estão aqui, agora. Quero dizer, são baseados nos anos 60 e 70, ou então apresentam uma estética vanguardista. Também apareceram muitas referências de documentário e cinema europeu, indiano e árabe.

Sobre roteiro:
Várias experiências: contagem sem contexto ou sem cronologia. Acho natural. Em meio a tantas histórias lineares, o diferente chama a atenção.

Sobre discurso:
Mais uma vez, a propaganda estimula as pessoas a serem mais originais. Assim como o be a stupid da Diesel, que já falei aqui. Vejam isso:emocionante, saindo do lugar-comum.
Mas, o que é novo mesmo é ver filmes pensados como ações amplas. Vejam esse vídeo: são hooligans cantando uma música romântica para convencer as namoradas a deixarem os sujeitos assistirem futebol.
É filme. É no mídia. É internet. É supersimpático. Os rapazes efetivamente enviaram para suas namoradas.Bombou. Isso é o espírito de Cannes esse ano.
Pra fechar o dia, fui na máquina da SapientNitro, que dava um sorvete para quem sorria.
É isso aí. As marcas, a propaganda e até as máquinas de sorvete querem ver todo mundo feliz. 

 

 


 

 

Como integrar cooperativas usando uma marca única

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20.05.2010 por Notícias

Por João Satt Filho*

A primeira pergunta que se coloca é: por que este assunto – integração de cooperativas usando uma marca única - está sendo discutido neste momento? A resposta é simples e óbvia: o mercado mudou. Esta mudança vem da repentina concentração das duas pontas: indústria de alimentos e varejo. A cada semana somos surpreendidos com novos fatos tanto na indústria (em especial do segmento de leite), quanto no varejo, seja através de fusões, associações ou aquisições. Obviamente que estas mudanças atingem a todos os cooperados/associados, assim como as cooperativas. Você, dirigente, produtor, associado, já parou 30 segundos para avaliar o que isto está gerando e ainda vai gerar como reflexo nas cooperativas de alimentos?

Se até então poucas marcas de cooperativas de alimentos conseguiam algum destaque em nível nacional (porque a maioria tem relevância em mercados regionais), agora, mais do que nunca serão prejudicadas pelo poder da produção, comercialização, marketing e distribuição das megaindústrias de alimentos. As marcas de cooperativas de alimentos tendem a ser esmagadas pelo poder da comunicação e relação das marcas destas megapotências industriais junto ao consumidor e aos canais de distribuição. Espero estar errado, mas ainda acredito que Sun Tsu (A arte da guerra) estava certo ao preconizar que “a melhor maneira de ter a paz é estar preparado para a guerra”. Encarar a verdade é duro e dói, mas é a única maneira de vencer. Pela gravidade e capacidade de desestabilização destas associações, fusões e aquisições e o respectivo impacto na vida de todos, é por si suficiente para que o tema entre na agenda dos associados e das direções das suas cooperativas.

É hora de defender interesses comuns e mais uma vez encontrar juntos uma nova e saudável solução para todos. Pensar pequeno é cada um pensar por si. Pensar pequeno é considerar a possibilidade de abandonar o projeto da cooperação. Todos estarão mudando da confortável posição de dono para a de ser mais um fornecedor. O cooperado que optar por fornecer para a indústria não terá mais um nome e o reconhecimento do grupo, e sim, será mais um número numa enorme lista de fornecedores. A diferença só será percebida de forma nua e crua quando houver algum percalço na produção, naquele instante o ex-associado terá a completa noção de que era feliz ao ser associado e não sabia.

Pensar grande é encontrar uma solução para todos, mantendo a união, a cooperação. Por trás de um problema sempre tem um diamante, o início de um novo ciclo, uma oportunidade de sairmos mais fortes e competitivos. Pensando desta maneira, as cooperativas de crédito criaram o SISTEMA SICREDI, hoje, uma das grandes potências no setor financeiro brasileiro, reunindo mais de 1,5 milhão de associados. Esta foi uma boa escolha, associados de várias cooperativas, cooperando entre si, ou seja, criando um sistema maior, uma constelação de estrelas. Não é preciso inventar, a solução é a mesma que já serviu no passado para fazer com que todos chegassem até aqui. Se você perceber a escolha das cooperativas de crédito, foi simples: perpetuar o modelo societário, ou seja, se manter cooperativa.

A criação de uma marca única para as cooperativas de alimento, assim como fez o SICREDI no mercado financeiro, poderá significar a solução para as cooperativas de alimentos. Sem dúvida isto exigirá uma profunda análise, planejamento e visão dos ganhos de andar juntos do que se manter sozinhos. O desafio é buscar a cooperação num escopo maior: construindo a cooperação entre cooperativas. A consciência que os produtores tiveram, no passado, de que era necessário se unir, aceitando o diálogo como condição fundamental para buscar juntos o melhor caminho, deve ser construída novamente, contudo, num nível maior, somando: Cooperativa A+, Cooperativa B+, Cooperativa C e assim sucessivamente. A soma da produção, especialização, qualidade, logística, comercialização, relacionamento com as redes de varejo e capacidade de investimento em marketing gerará um efeito indestrutível, assegurando uma tranquilidade não só de curto, mas de médio e longo prazo. Com certeza um projeto desta envergadura exigirá muita tolerância e negociações, no entanto, os eventuais desconfortos serão muito menores do que aqueles enfrentados por cada cooperativa isoladamente. Um Sistema de Cooperativas de Alimentos, no dia seguinte a sua consolidação, já será uma das maiores potências nacionais, seja o setor que for, trazendo aos seus milhares de associados às vantagens de “ser grande” sem que cada um deixe de ser dono. É hora de ser: cooperativa, grande, relevante e mais do que nunca “ser dono do seu destino”.

* artigo publicado no jornal O Interior, publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (SESCOOP/RS), em abril de 2010.

Abraços, Nei Lisboa.

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23.02.2010 por Notícias

Por Marcelo Pires

Nei Lisboa deu entrevista para o Segundo Caderno de ZH. Ótima entrevista. Falou sobre sua formação, seu trabalho, sua filha, Maria Clara, falou sobre rock, sobre MPB, sobre seu processo criativo.

Como estava fazendo uma retrospectiva, um balanço da sua carreira, declarou: “A música da minha terra, que eu ouvia de criança, o Teixeirinha, por exemplo, nunca me seduziu a ponto de eu profissionalmente produzir alguma coisa com ela. Tudo em torno dela me parece muito ruim, estética, ideológica e musicalmente. Isso inclui, sobretudo o que o tradicionalismo tem feito com a música do Rio Grande do Sul nas últimas décadas. Eu comecei a me lançar na virada dos anos 1970 para os 1980, quando foi também o boom dos festivais, do tradicionalismo. E foi também, no começo dos 1980, que o rock brasileiro começou a mandar na cena. Enfim, que identidade musical a gente tem aqui em Porto Alegre? “Há uma dificuldade nessa matéria”. E concluiu: “A música gaúcha se torna intragável para qualquer pessoa mais esclarecida. Não é só o fato de não me representar. Eles foram absurdamente reacionários, a música começou a ser tutelada em termos do que vestir e não vestir em cima do palco, um absurdo. Qualquer adolescente urbano mediamente esclarecido, hoje em dia, se coloca a quilômetros de distância disso”.

Nei não falou isso do nada, estava explicando a respeito da sua sensibilidade, do seu jeito de pensar, compondo o seu perfil, finalidade da matéria. Mas, neste verão chuvoso, também choveram protestos vindos dos representantes dos nossos nativistas. O Presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Manoelito Savares, declarou: “Ele (Nei) foi deselegante. Não acho que precise ser trucidado, mas acho que perdeu pontos com quem admira outros estilos de música”.

Fiquei chocado com o verbo: trucidado. Trucidar quer dizer matar com crueldade, com selvageria, causar o fim de, exterminar, destruir, esmagar. Nada mais precisaria ser dito. Ao dizer que Nei não precisa ser trucidado, apesar desta benevolência momentânea, o Presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore revelou o tipo de tratamento que nossos nativistas costumam adotar com quem discorda das suas opiniões.

Devido à reação dos tradicionalistas, Nei Lisboa escreveu um adendo as suas declarações, um não aos “patrões da cultura”. Nei escreveu: “Não estou subestimando a inteligência de ninguém ao dizer que a música gaúcha torna-se intragável para um adolescente esclarecido. Estou é afirmando que as gerações do século 21 não irão compactuar com os preconceitos, os estereótipos e o regramento artístico do movimento tradicionalista. Alguém (mais esclarecido) dirá que essa é uma generalização equivocada, já que nem toda a música regional se submete ao perfil do MTG, e que ela abriga outros movimentos, como o nativismo, a tchê music, a projeção folclórica, etc. Está certo. Mas, cá entre nós, essas diferenças não são sempre cristalinas para o público. E se há de fato aqueles que refugam o modelo oficialista e conservador, pouco se escuta sua voz. Onde está essa contestação? No espaço mais visível da mídia, o que predomina é uma nebulosa monotemática, sempre pilchada a rigor… Aqueles poucos que se apressaram em amesquinhar o tema são os interessados de sempre em insuflar a defesa da “valorosa honra do Rio Grande”.

Contei tudo isso por um motivo muito simples. Já que Nei anda sendo, não trucidado (ufa!), mas altamente patrulhado, quero fazer o contrário, quero provar que nem só de brigadas ideológicas vivem o nosso Rio Grande. E reafirmo aqui minha admiração pelo seu trabalho e pela agudez das suas palavras, tanto nas letras das canções quanto nas respostas do perfil no Segundo Caderno.

Dica para redatores

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15.01.2010 por Notícias

Marcelo Pires

Não gosto muito de livro técnico.
Não gosto nada de livro de autoajuda.
Nem curto muito livro sobre marketing (são tantos hoje em dia, pouquíssimos se salvam).

Livros ensinam sem a finalidade de ensinar, acredito nisso.

Sendo assim, se você é redator e quer saber o que é escrever bem, leia “Eles Foram Para Petrópolis”, Ivan Lessa e Mario Sergio Conti, editora Companhia das Letras.
Ivan e Conti não são publicitários: são jornalistas.
Não falam sobre propaganda em “Eles Foram Para Petrópolis”.

Eles comentam a vida, trocam emails sobre tudo e todos, mantém uma Correspondência, nome da seção que os dois tiveram no portal UOL (em 2000).
Ivan Lessa e Mario Sergio Conti escrevem do jeito que a gente, profissional de comunicação, deveria escrever sempre.
Não que seja fácil, mas é um parâmetro.

Eu sempre fui fã de Ivan Lessa.
Agora virei fã do Mario Sergio Conti com este livreto.
Recomendo muito. Só as versões que Conti dá para o nome Ivan e os jeitos que Ivan reinventa o nome Conti já valem a leitura.

Missão da empresa e proposta de valor de mercado

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7.12.2009 por Notícias

João Satt

Existe uma profunda conexão entre a missão da empresa e sua proposta de valor ao mercado. São poucas as empresas que conseguiram entender o poder da missão no seu dia-a-dia.

Definir mal uma missão é o mesmo que começar sem rumo. A melhor definição que ouvi para valores é são os comportamentos que os colaboradores devem perseguir para conseguir viabilizar a missão da empresa.
A missão é o orientador, o agente de alinhamento interno, se você estiver perdido e não souber o que fazer, leia a missão da nossa empresa, a resposta será óbvia. A obviedade tem que estar mais presente na era digital, onde tudo é muito veloz, não dá tempo para pensar muito, a coisa tem que estar na ponta da língua. Enfim, a missão serve para dentro e para fora. Junto ao mercado a missão passa a ter outro sentido: atrair as pessoas através da identificação da sua proposta de valor. Ou seja, o que para a sua empresa é importante fazer? Qual é o seu motivo de existir?
A proposta de entrega de valor é a mais poderosa de todas as promessas. Prometer o que as pessoas desejam é tudo de bom.
0Mas o que de fato você pode prometer? O que é importante para os seus clientes que só você pode entregar e não os seus concorrentes? É por aí que começa a definição da missão neste século XXI. Falar de diferenciação por inovação de produtos e serviços é coisa para pouquíssimas empresas, normalmente, para  aquelas que são exemplos nos livros americanos e europeus e nos ditos cases de Harvard. A nós, demais mortais, nos resta saber fazer da marca corporativa das nossas empresas o maior aval de diferenciação daquilo que venhamos a propor e prometer. Podem ter certeza, o maior ativo que uma empresa pode produzir daqui para frente é uma marca corporativa forte e atraente e tudo isso começa ao redefinir sua missão e não simplesmente seus anúncios publicitários. Posicionamento assim como missão é essência, conceito é expressão, forma, linguagem.
A força de uma marca, assim como tudo que é vivo, nasce na sua raiz.  A diferenciação não começa na comunicação da marca, e sim no alinhamento de todas as aéreas da empresa focadas em entregar algo realmente relevante para seus clientes.
Por tudo isso, defendo que marcas vivas só nascem em organizações que buscam entregar mais utilidade para seus consumidores. Seja emocional, racional ou de autoexpressão.
A diferenciação está no topo da pirâmide de valor, nas crenças da organização e não nos seus produtos e serviços.
A única coisa que não pode ser comoditizada é a proposta que move a organização.

EBP 2009. A crise, a propaganda e os nerds.

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13.08.2009 por Notícias

Keigiro Ueno

Redator Competence Porto Alegre

Marcelo Tas, Gustavo Cury e Marcelo Tripoli

Numa platéia de cerca de 200 pessoas, 50% dos presentes estava com seus laptops abertos, conectados ao wi-fi, repassando informações em real time para o resto do mundo via Twitter. Eu também estava lá no 3º Encontro de Blogueiros Publicitários, mas preferi adotar o velho notebook (em bom português, caderninho de anotações).

Entre os palestrantes estavam o jornalista Marcelo Tas (CQC), Raphael Vasconcellos (Diretor da Agência Click), Marcelo Trípoli (iThink), André Matarazzo (Gringo), Marcelo Magalhães (VP Planejamento da Ogilvy Brasil), Carlos Merigo (Brainstorm 9), Rafael Ziggy (Sim,Viral), entre outros.

Num encontro de blogueiros, talvez o assunto menos discutido tenha sido blogs. O que foi ótimo. Falou-se muito em inovação, em integração, convergência, novas plataformas, novos rumos.
Para quem ainda não acredita na força da web, Marcelo Tas lançou este dado impressionante: o volume de informação que circula somente no Google diariamente é de 20 Petabytes. Este número com infinitos zeros significa cerca de 3 Megabytes por habitante do planeta.

Ou seja, não somos mais apenas pessoas. Não somos apenas consumidores. Somos links. Cada pessoa é link de alguma coisa, de alguma opinião sobre determinada marca, fato ou produto. Blogs, redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut são potencializadores das nossas opiniões.
Num mundo onde o comportamento do consumo é validado pelo coletivo, vale até gastar 999 dólares num produto como o I am Rich. Um aplicativo para ipod que serve para… mostrar que você é rico (nada mais é do que um screensaver).

O I am Rich foi comprado por 8 pessoas na Apple Store

Já Marcelo Tripoli, da agência digital iThink, fez uma breve palestra sobre mídias digitais em Cannes 2009, destacando a frase/conceito utilizada pela PriceWaterhouseCoopers durante o festival: “Slow economy, faster digital migration.”
Ou seja, a crise está nos forçando a reaprender o jeito de fazer propaganda. Afinal, o digital está deixando (se é que já não deixou) de ser uma disciplina, uma categoria. O digital está presente na big idea. Prova disso é o comercial “Carousel” da Philips, Grand Prix em filme. Um filme que tem o uso da tecnologia como parte da ideia.

Filme “Carousel” para Phillips, Grand Prix em Cannes

É importante lembrar que em nenhum momento se decretou a morte das mídias convencionais. Muito menos se supervalorizou a produção de virais de baixo custo. Talvez a principal mudança daqui para frente seja em relação à proporção dos investimentos. Até hoje, as campanhas eram offline driven / online supported. Isto é, o filme e o anúncio eram desdobrados em hotsite e banners.
A partir de agora, a tendência é criarmos campanhas online driven / offline supported. Ou seja, uma big idea envolvendo alguma plataforma digital, baseada no engajamento digital (redes sociais) e, por fim, com uma campanha em mídias convencionais buscando a atração de tráfego.

Ainda sobre Cannes, está cada vez mais evidente que tudo é uma coisa só. Algumas campanhas são difíceis de serem categorizadas. Uma campanha da categoria integrated pode ao mesmo tempo ser titanium. Um filme, por sua vez, pode ser apenas uma parte, uma isca para gerar acessos ao site de uma grande campanha integrated.

Com tantas opções de canais para trabalharmos e atingirmos o consumidor, não faz mais sentido pensarmos isoladamente num anúncio. A tecnologia, a web e o lado esquerdo do cérebro terão que estar inseridas ao nosso meio. Mais do que nunca, chegou a hora de formar equipes de multidisciplinares. E, ao que tudo indica, os nerds serão os primeiros convidados.

Criatividade em época de crise

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7.08.2009 por Notícias

Marlon Trentin
Criativo Competence Curitiba

Na metade de julho, aconteceu aqui em Curitiba o julgamento das peças para o 6º Anuário do Clube de Criação do Paraná. Fui um dos jurados de propaganda.

Entre belas e más campanhas, títulos e layouts o que mais me chamou a atenção foi o aumento do número de anúncios criados para fornecedores, que iam dos tratadores de imagens e fotógrafos até as produtoras de vídeo e áudio.

Não que esses segmentos nunca tivessem anunciado, mas também nunca foram eleitos o anunciante do ano. Refletindo um pouco sobre esse fenômeno e conversando com os outros jurados, ficou claro que o motivo não era a sagaz concorrência, e sim a crise. Isso mesmo, a crise. Aí você me perguntaria: se não é concorrência, mas crise, o normal não seria diminuir o número de investimentos? Seria, se a maioria das agências não visse as verbas de seus clientes reduzirem e continuasse precisando do status criativo que o Festival traz. Bingo! Com as verbas para produção menores, as agências viram nas parcerias com os fornecedores a chance de criar anúncios onde a ideia não disputasse com os splashes de preço e as oportunidades imperdíveis, palavras de ordem nas épocas de incertezas. De quebra, tiveram toda a estrutura do fornecedor para produzir as campanhas com a mesma qualidade do tempo das gordas vacas.

O resultado foi excelente, campanhas criativas, bem produzidas, que deixaram felizes os criativos e os fornecedores. Prova, mais uma vez, de que uma boa ideia, seja ela estratégica ou publicitária, sempre se destacará. Mais ainda, dará destaque àqueles que nela acreditam.

Out of pauta

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10.06.2009 por Notícias

Cado Bottega

O grafismo gaúcho é reconhecido no mundo inteiro como um dos melhores: charges, cartuns, quadrinhos, animação, ilustrações e caricaturas fazem parte deste universo exercido por muitos como um hobby. Caso de muitos arquitetos, designers e diretores de arte na propaganda.

No popular, quando sobra um tempinho, a gente vai lá e faz umas coisinhas. Aqui vão algumas caricaturas recentes que podem ser vistas no blog coletivo da Grafar (grafar.blogspot.com). Um espaço atualizado diariamente com o melhor do grafismo gaúcho, nacional e internacional.

O que deixa você de bom humor?

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5.06.2009 por Notícias

Marcelo Pires

A mim, boas canções no rádio.

Dia desses, eu tava lá no carro, dirigindo sem saber ao certo o sentido da coisa, quando de repente tocou Dulce Quental. Fazia tanto tempo que eu não escutava Dulce Quental. Pronto, me localizei. Mudou minha tarde.

O que deixa você de bom humor?

A mim, bons emails. Tenho amigo em Montreal. Tenho conhecido em Londres. Tenho amiga no Recife, amigo no Rio, vários amigos em Sampa, amigão em Floripa, amigona em Porto Alegre, cidade onde moro. E cada recadim deles é um alento.

O que deixa você de bom humor?

A mim, o João e o Tobias. João e Tobias são meus filhos. Tinha um troço que o João fazia quando era pequeno, ele vinha assim, sem mais nem menos, na minha direção, pegava minha orelha, com a outra mão pegava um chumaço do meu cabelo, puxava a minha cabeça com gana e daí meio que mordia, meio que babava, meio que beijava o meu nariz. Recomendo. Já o Tobias, o pequeno do momento, vem pro meu colo e dá uns tapinhas no meu peito com uma mão, nas minhas costas com a outra, parece um incentivo, um cumprimento, tipo “é isso aí, papai, vai fundo”. Também recomendo.

O que deixa você de bom humor?

A mim, gente inteligente. Uma única boa frase tem o poder de valer a pena um monte de blablablá desnecessário. E o caminho é de mão dupla: fazer outros rirem realmente deixa a gente de muito bom humor.

O que deixa você de bom humor?

Café-da-manhã em hotel. Lojas de disco. Filmes do Almodóvar. Vento na cara. Livrarias. Colocar imagem nova no protetor de tela do computador. Tirar sapato apertado. Ouvir a Rita Lee. Ter compromissos chatos desmarcados pelos chatos na última hora. Ver cachorro se espreguiçando. Fim de tarde na praia. Comer bergamota, ou tangerina, ou mexerica, ou mimosa, que bom humor tem vários nomes, conforme a região.

O que deixa você de bom humor?

Algum comercial de TV deixou você de bom humor ultimamente?

Algum spot de rádio?

Algum anúncio?

Vídeos do Youtube eu sei que andam melhorarando o seu humor. (Apesar de que gente que vive mandando vídeo do Youtube por email tira o bom humor da gente.)

A comunicação da sua empresa, caro empresário, deixa você de bom humor?
Ela deixa o consumidor de bom humor?
Ela deixa a sua agência de bom humor?

A comunicação da sua empresa melhora ou piora o humor da cidade?

Uma das funções da propaganda, acredite, é deixar as pessoas de bom humor.

De mau humor, as pessoas só compram aspirina.  E olhe lá.