Missão da empresa e proposta de valor de mercado
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7.12.2009 por NotÃcias
João Satt
Existe uma profunda conexão entre a missão da empresa e sua proposta de valor ao mercado. São poucas as empresas que conseguiram entender o poder da missão no seu dia-a-dia.
Definir mal uma missão é o mesmo que começar sem rumo. A melhor definição que ouvi para valores é são os comportamentos que os colaboradores devem perseguir para conseguir viabilizar a missão da empresa.
A missão é o orientador, o agente de alinhamento interno, se você estiver perdido e não souber o que fazer, leia a missão da nossa empresa, a resposta será óbvia. A obviedade tem que estar mais presente na era digital, onde tudo é muito veloz, não dá tempo para pensar muito, a coisa tem que estar na ponta da lÃngua. Enfim, a missão serve para dentro e para fora. Junto ao mercado a missão passa a ter outro sentido: atrair as pessoas através da identificação da sua proposta de valor. Ou seja, o que para a sua empresa é importante fazer? Qual é o seu motivo de existir?
A proposta de entrega de valor é a mais poderosa de todas as promessas. Prometer o que as pessoas desejam é tudo de bom.
0Mas o que de fato você pode prometer? O que é importante para os seus clientes que só você pode entregar e não os seus concorrentes? É por aà que começa a definição da missão neste século XXI. Falar de diferenciação por inovação de produtos e serviços é coisa para pouquÃssimas empresas, normalmente, para  aquelas que são exemplos nos livros americanos e europeus e nos ditos cases de Harvard. A nós, demais mortais, nos resta saber fazer da marca corporativa das nossas empresas o maior aval de diferenciação daquilo que venhamos a propor e prometer. Podem ter certeza, o maior ativo que uma empresa pode produzir daqui para frente é uma marca corporativa forte e atraente e tudo isso começa ao redefinir sua missão e não simplesmente seus anúncios publicitários. Posicionamento assim como missão é essência, conceito é expressão, forma, linguagem.
A força de uma marca, assim como tudo que é vivo, nasce na sua raiz. A diferenciação não começa na comunicação da marca, e sim no alinhamento de todas as aéreas da empresa focadas em entregar algo realmente relevante para seus clientes.
Por tudo isso, defendo que marcas vivas só nascem em organizações que buscam entregar mais utilidade para seus consumidores. Seja emocional, racional ou de autoexpressão.
A diferenciação está no topo da pirâmide de valor, nas crenças da organização e não nos seus produtos e serviços.
A única coisa que não pode ser comoditizada é a proposta que move a organização.